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APÓS 22 ANOS, PORTO SECO PODE FECHAR

O Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (Clia) de Maringá – antigo Porto Seco -, localizado no Jardim Olímpico, em Maringá, pode fechar as portas. A unidade iniciou as atividades em 1996 e é administrada pela Multilog desde 2016.

O Clia foi colocado à venda em março deste ano, mas as propostas não foram satisfatórias à empresa. Agora, a detentora da concessão procedeu, junto à Receita Federal, com o pedido de desalfandegamento do Clia. Segundo a assessoria de comunicação da Receita Federal de Maringá, o pedido de desalfandegamento foi protocolado pela Multilog no dia 14 deste mês e está sendo analisado pela Receita em Maringá. Na sequência, o pedido será encaminhado à superintendência, em Curitiba, onde a Divisão Aduaneira irá analisar o processo e, se estiver de acordo e o pedido for atendido, será publicado em Ato Declaratório. Não há prazo denido para esse trâmite. Enquanto não for publicado o Ato Declaratório, o porto aduaneiro pode operar normalmente. Se o Clia realmente encerrar as atividades, as empresas que fazem operações de importação e exportação deverão procurar outras unidades alfandegárias.

O vice-presidente do Instituto Mercosul, representante do Núcleo Setorial de Despachantes Aduaneiros (Nusda), Aluísio Andreatta, explica que, devido à redução do benefício scal, o Clia passou a ter uma queda drástica de movimento. “A Multilog arma que está acumulando um prejuízo mensal razoável e quer vender o Clio. Têm várias propostas, mas eles não querem reduzir o valor”, conta. Segundo ele, existe uma necessidade de desafogar o Porto de Paranaguá e o ponto de fronteira, que é o Porto de Foz do Iguaçu, e Maringá é uma opção de desembaraço alfandegário para quem está no interior do Paraná. “Com o fechamento do Clia, Maringá também perde em quantidade de empregos e em retorno de impostos para a cidade, e é uma perda irreparável. O Clia faz parte da história da nossa cidade”, enfatiza Andreatta. Contudo, Andreatta acredita que há uma possibilidade de manter o Porto Seco em funcionamento.

“Em termos de Multilog, estamos correndo contra o tempo para termos, junto ao governo do Estado, um diferencial tributário para o interior do Estado para poder viabilizar a questão da venda da unidade. Nós temos o apoio total da prefeitura de Maringá”, esclarece. De acordo com ele, o pedido está em análise na Secretaria Estadual da Fazenda desde o nal do ano passado. “Precisamos cobrar o governo do Estado em relação ao posicionamento a respeito do benefício fiscal. Porque foi feito o protocolo, foi assinado pelas entidades de classe, mas está tendo uma morosidade muito grande em responder essa petição que foi feita. Nós entendemos que o governo do Estado teria que dar uma agilidade maior nessa análise”, declara Aluísio Andreatta.

Segundo ele, já estão sendo feitas tratativas com a prefeitura de Maringá para que, em último caso, seja possível dar continuidade com as operações via aeroporto.

Fonte: O Diário

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